segunda-feira, 26 de maio de 2014

Terminal

Vais fazer o céu fugir e a Terra desabar.Vais sugar o ar e abrir-me o chão.Vais dar-me um murro no estômago sem fazer curativo. Vais fingir que não é nada e acenar com um abraço finito. Vais matar as cartas e apagar com ácido o código postal. Vais fazer promessas.

Vais.

Não vás.

domingo, 25 de maio de 2014

tic. tac.

Foste o tempo que morreu no relógio e o presente de que o futuro não se vai lembrar.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Anulação.


[Baleal, julho de 2012]

Descomplicas-me. Calas-me quando te falo em dor e anulas-me. Pedi-te que me ferisses e riste-te do absurdo. A miséria não era para ti e eu fiquei com ela toda. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Idade dos porquês

Quando chegaste nem te perguntei porquê. Aceitei que trouxesses na bagagem os nossos livros por escrever, as nossas histórias por contar, as nossas vidas por morrer. Sabia que não o farias - tu não (me) escreves - mas deixei-te ficar. E deixei-te voltar. E nem te perguntei porquê.

terça-feira, 13 de maio de 2014

domingo, 4 de maio de 2014

Veiros



[Veiros, 12 de abril de 2014]

Sobrevives à pasmaceira crónica na promessa dos corpos que te esperam e convences-te que sim na garantia do não. E fazes filmes. E foges. E não dormes e não comes e não respiras e não vives até acabar.

E acabou.