segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Meia-noite em Paris




É a cidade onde a noite é tão grande como o dia. Há sempre cantos do mundo em que uma é maior que a outra, mas é em Paris que as duas se encontram para disputar a beleza da luz.

A natural e a artificial.
O sol e os néons.

E é também a cidade em que, batalha após batalha, nenhuma sai vencedora. Lutam no ringue, lutam na arena, lutam na lama (desavergonhadas!) mas as ruas não se conseguem decidir em qual se preferem vestir. Se gostam mais da breton ou das lantejoulas, do cabelo despenteado ou do batom vermelho.

O dia vangloriou-se da vitória aqui, mas hoje a noite é a rainha (e não vice-versa). Antes, durante e depois da meia-noite. Por ruas encharcadas e folhas empastadas, por boudoirs e negligés, por torres e quartos de hotel. Pelas sombras que convidam aos affairs, aos romances fugazes, ao sexo pelos cantos. Em Paris, um final feliz não tem de esperar pelo "para sempre".