quarta-feira, 24 de julho de 2013

Roadtrip: dia 3

Tomámos o pequeno-almoço dos campeões e rumámos a sul.
Com Mamma Mia no rádio,  um mapa nas mãos e um urso adormecido no banco de trás, a viagem até à Ericeira fez-se em menos de nada numa estrada Nacional cheia de tesouros que prometiam ser visitados no futuro.
Almoçámos qualquer coisinha saudável e lanchámos uma bola de berlim com doce de leite (MEU DEUS!). Mexemos em memórias antigas e criámos novas. Das ruas caiadas a branco e azul - a Ericeira é dos lugares mais bonitos que já vi -, descemos à Foz do Lizandro, e quando o frio nos mandou embora refugiámo-nos, que nem crianças, nas miniaturas do Sobreirinho.
























Roadtrip: dia 2

Acordar entre preguiças e estabelecer prioridades não é tão fácil quanto parece.
A menos que a prioridade seja comer.
E foi.
Antes de partir para Peniche, para o Forte das mil histórias, para a praia das mil conversas, para as pastelarias dos mil São Marcos.

O hostel foi um tesouro com mau packaging. Não posso negar que o facto de ser uma vivenda desmotiva qualquer pessoa de mochila às costas, e isso (aliado à morada - Cu de Judas, nº3) deixou-me com fantasias de gangs russos e tráfico de órgãos.
Paranoias à parte, a malta era porreira (se falar de forma mais formal que esta, não faço jus à cena), a vista era brutal e a descontração de tudo e mais alguma coisa era exatamente o que estávamos à procura.

















Roadtrip: dia 1


(foi preciso deixar passar uns bons pares de dias para não tratar este assunto com saudosismos demais)

As Berlengas.
Passei 14 anos a olhá-las de frente até me resolver a fazer delas mais que o horizonte.
Às 11h30 distribuíam-nos sacos de plástico pretos, para o enjoo, como se não fosse mais prático (e, quiçá, menos vergonhoso) inclinarmo-nos borda fora no momento de fazer das tripas coração. Infelizmente, a viagem foi curta e sem eventos, acompanhada pelos murmúrios excitados dos turistas alemães que se fascinavam com o mar alto.
O céu cinzento não abonava ao cenário idílico, mas mesmo naquela luz manhosa o paraíso fazia justiça às lendas. As arribas rasgadas, as natureza em cru, a água gelada. Não vou falar nas gaivotas - quero que esta história tenha um final feliz.
E se ainda há algum pedacinho de terra em que a mão do Homem só se sente devagarinho, é aqui. Aqui é tudo devagarinho. O andar, o falar, o rir. O tempo, a temperatura, a mudança. Só não vem devagarinho a vontade de voltar.