terça-feira, 28 de maio de 2013

Mesmo a tempo, Majestade


Já vem fora de horas, diriam uns.
Já não valia a pena, diriam outros.
Pois eu digo que vem mesmo a tempo.
Foi há quase um mês, e as imagens ainda parecem pequenas demais (muito pela falta de tempo e paciência que houve para andar de câmara em riste) para a grandiosidade de um dia que grita por repetições.
É claro que correu mal. A correr bem, as fotografias seriam às milhares; erguer-se-iam monumentos em honra do planeamento antecipado e seria decretado um feriado nacional em honra de um evento que, desafiando todas as probabilidades, correu segundo a check list de uma trabalhadora independente com rendimento reduzido que sonha mais alto que a carteira.
Mas por correr mal - ou diferente do que era suposto - é que valeu a pena. Vale sempre a pena.













terça-feira, 14 de maio de 2013

Temporais

Angelina Jolie para Vogue US, por Annie Leibovitz, dezembro de 2010



Em tempos gostaste de me ler. Dizias que as palavras te faziam bem. Julgava que as bebias para esquecer as melancolias, as histórias inacabadas e as que o tempo ainda não escreveu. Em tempos, mas esses tempos estão tão longe quanto perto, tão ontem como hoje, tão agora como daqui a bocado.
Em tempos tinhas todos os sonhos do mundo - aquele que verias lá de cima - e usava-los como o cockpit que te guiava para a felicidade. Em tempos agarravas-te ao futuro, e agora o futuro chegou.
E sabes que mais? Eu continuo a escrever para ti. Porque o tempo pergunta-me quanto tempo o tempo tem, e eu respondo-lhe que para ti terei sempre todo o tempo que me quiseres.
Porque de tempos a tempos faço questão de te dizer que és tudo o que quiseste ser, e mais. Que és a força que vês nos outros e a inteligência que não reconheces em ti. Que és a beleza que pensas não ter e as vontades que estás certa de ter perdido pelo caminho. Que te vejo com os mesmos olhos que na primeira vez, aquela que foi há tantos anos que já não os consigo contar.
Porque tu não tens tempo. O meu tempo é que te tem a ti - e tu, para mim, és sempre.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

De improviso


Há melhor que convites à última hora? Que churrascos improvisados, sangrias sem consultar o Google e sobremesas vindas do céu?
Há melhor que as gargalhadas dos amigos, do que brincar ao verão, do que fingir que amanhã não é segunda-feira?
No meu dicionário não.












Habibi


Usava esta palavra como uma referência à fantástica Clone, sem sequer me aperceber que estava a profanar um termo fofinho.
Meu amor, my beloved.
E, volta e meia, habibi é mesmo a palavra da primavera.

Pelo menos, da minha.