segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Até para a semana, Porto











 












Casava-me com Lisboa, mas fazia do Porto o meu amante.
A passagem breve, quase indelével, foi o amor consumado à primeira vista.
Não, nunca tinha lá estado, mas agora só penso em voltar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fogo e um copo de vinho


Um copo de vinho e o Chiado.
O imprevisível Chiado. Os pedintes, os pedantes, os artistas.

Os malabaristas. Os voyeurs, de copo de vinho na mesa e olhar curiosamente alheio. O fogo do Chiado. Literal, ou não.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Manta de Retalhos













Os últimos raios e um verão que fugiu tão desesperadamente como chegou.
Os últimos gelados, os últimos refrescos, as últimas esplanadas antes da chuva a bater nas janelas e as canecas de chá que tanto parecem irritar os velhos do Restelo.
Até depois, verão. Podes demorar a voltar.

domingo, 2 de setembro de 2012

Feiras de velharias






Velhas. Cheias de pó. Cheias de histórias. Cheias de vida. Pedacinhos de passado que, aqui tão perto, nos podem vir parar às mãos. E nós, humildemente, podemos ser mais um personagem na sua estória, até os passarmos ao próximo. Podemos ter um papel no destino de objectos que, não raras vezes, falam tanto sem dizer nada.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Isto. Só quero isto.


A manhã preguiçosa que desvia a escuridão à velocidade languida de quem não tem pressa. Os raios frios do sol incandescente que serve só para dar circunstancialidade aos ponteiros do relógio, deliberadamente ignorados pela consciência de que hoje não há mais nada.

Só isto.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Dica de nutrição #6





Ovos mexidos com sumo de lima, gengibre e pimenta.

É sexta-feira, yeah! E não, este não foi o meu jantar. Já está mais que provado que sou uma miúda de alimento e um ovo mexido não puxa carroça. Mas tinha mesmo de experimentar isto, e está mais que aprovado: o meu verão ainda vai ver ovos com sumo de lima muitas vezes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Interregnos













Limpar totalmente o mapa mental de qualquer poluíção ou ruído laboral é difícil. Eu diria até que é impossível, pelo menos, quando a paixão pelo que e faz é desarmante.
Mas há que tentar. Há que fugir para onde a civilização se esqueceu de lançar a evolução, para onde o telemóvel tem pouca rede, para onde a internet é um luxo quase inacessível (ok, não fui o caso, but you get the point).

E, mesmo que psicologicamente agonizante, uma fuga de interregno - em que o sol e o vento se sobrepuseram ao cinzento e ar condicionado - não deve, nem pode, sob qualquer circunstância, ser recusada.